O chefe colocou outro no lugar. Relatório médico não deixa carregar peso. Feijãozito volta pra casa só pra ouvir o filho: “pai, ontem também não teve janta”.
Rosana pergunta se pode tomar remédio sem comer. O tio Arrosito chega com um pão, come quase tudo no caminho e ainda reclama. A mãe mente na cara dele: “ela já almoçou”. O menino desmente na hora.
Feijãozito não aguenta mais.
Fala de separação. Fala de guarda. Diz que vai lutar pelos dois e se livrar da mãe e do tio que só comem e não ajudam.
Aí a porta bate.
Um homem cobrando dívida. “Paga hoje ou amanhã você vira só memória.” As caixas de vaidade, o cartão, o dinheiro pra Dona Mandinga — tudo veio à tona.
Televisão, celular, eletrodoméstico: levou tudo. Arrosito começa a arrumar a mala. Malagueta cobra ele também.
Pra fechar, o dono da casa: três meses de aluguel atrasado. Vai alugar pra outro.
Crianças com fome. Pai sem emprego e sem perna boa. Mãe sem casa e com dívida de sangue. E a guarda ainda em jogo.
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